Recomendações Técnicas | Preservação de tubos de aço | Tubos Apolo

Recomendações Técnicas

Recomendações para a preservação de TUBOS DE AÇO PRETOS OU TUBOS DE AÇO GALVANIZADOS.

Os tubos APOLO possuem reconhecida qualidade e apresentam elevado desempenho quando aplicados corretamente e seguindo as normas básicas desde o seu transporte até à sua instalação. É particularmente importante que a intervenção humana seja feita com qualidade e conhecimentos apropriados, bem como que a utilização dos materiais para a sua instalação sejam sempre os mais adequados.

Os tubos APOLO apresentam elevada resistência e durabilidade. No entanto, é importante que o seu manuseio seja efetuado de forma cuidada e apropriada ao produto. Deve-se antes de tudo, evitar danos que possam por em risco a sua utilização no futuro, como golpes e choques violentos. Neste sentido é importante atentar para a utilização de equipamentos mecânicos apropriados. Com tudo:

  • Evite muitas movimentações;
  • Evite contato com produtos corrosivos (ácidos, sal etc..), inclusive o suor do corpo;
  • Utilize luvas para proteção individual e que estejam isentas de produtos que possam comprometer a integridade do tubo;
  • Evite operações bruscas que possam danificar o tubo ou o seu revestimento.

Com o objetivo de evitar deformações que possam prejudicar a sua utilização futura, o local destinado para o armazenamento dos tubos deve ser nivelado e ou plano. Visando também a segurança, quando os tubos são armazenados, uns apoiados aos outros, a altura do empilhamento não deve exceder a 7 amarrados ( amarrados fechados, padrão APOLO de fornecimento). Os tubos APOLO devem ser armazenados de forma a que não exista contato com produtos potencialmente prejudiciais a integridade do tubo como ácidos, solventes para pinturas, sais, cloro, etc. Os tubos pretos/sem revestimento devem ser preferencialmente armazenados em local coberto e protegido de intempéries, pois são facilmente acometidos por corrosão. Sendo assim:

Importante: Tubos de aço carbono nunca devem ser armazenados junto com tubos de cobre.
  • Utilize local coberto, arejado e sem umidade;
  • Evite contato direto com o solo;
  • Evite contato com produtos corrosivos (ácidos, sais, cloretos etc.);
  • No empilhamento, faça o apoio adequado (mínimo de 3 pontos, mantendo os tubos nivelados e afastados do solo);
  • Empilhamento máximo (7 amarrados - padrão Apolo);
  • OBS. IMPORTANTE: Tubos de aço carbono nunca devem ser armazenados com tubos de cobre.

O transporte de tubos também é uma atividade muito importante em relação a preservação não só do produto, mas como também da integridade física de quem está transportando e por isso, uma atenção especial deve ser dispensada para alguns quesitos conforme os descritos a seguir:

  • Os veículos transportadores devem possuir capacidade adequada em relação a carga transportada;
  • A superfície da plataforma de carga dos veículos transportadores deverão estar isentas de qualquer tipo de saliência que possa danificar o produto ou seu revestimento;
  • Os tubos não podem ultrapassar a plataforma de carga dos veículos transportadores;
  • Os tubos de bitolas maiores devem estar posicionados na parte inferior da carga;
  • A carga transportada não deve se movimentar durante o seu trajeto, sendo assim, antes de partir, certifique-se de que a amarração encontra-se de forma adequada;
  • As características dos cabos, tensores, correntes e demais acessórios de amarração devem ser tais que assegurem a imobilidade da carga e não comprometam a integridade do produto.
  • Certifique-se de que os acessórios de amarração não estão contaminados com produtos corrosivos;
  • O transporte de tubos pretos/sem revestimento deve ser feito preferencialmente com proteção contra chuva/umidade (lona);
  • O aço carbono é um material que está sujeito a oxidação, sendo assim, nunca devemos transportar tubos de aço com outros materiais de características corrosivas, que possam reter umidade ou que de alguma forma, possa comprometer a integridade do produto;
  • Durante o descarregameno, evite jogar os tubos de encontro ao piso/solo.

Como para qualquer trabalho técnico que almejamos executar, a escolha de produtos que atendam às especificações normativas e do projeto e a contratação de técnicos qualificados (projetistas, engenheiros e instaladores) são os principais fatores para o sucesso de uma instalação hidráulica segura.

Uma escolha mal feita pode trazer como consequência soluções improvisadas e antieconômicas na realização de reparos indesejáveis. A interface entre projeto e execução deve estar bem alinhada, pois, caso contrário, poderá trazer prejuízos futuros, quando a correção de problemas pode ser mais difícil e onerosa.

Como fabricante de tubos, nós da APOLO, não temos a expertise necessária que um bom instalador deve ter, entretanto, trazemos aqui algumas orientações que estão diretamente ligadas a utilização de nossos produtos e que se seguidas irão evitar maiores problemas durante e após a instalação dos mesmos.

  • Evite instalações em áreas sujeitas à umidade constante;
  • É recomendável que a qualidade da água a ser conduzida possua uma concentração de no máximo 30mg/l de CO2 e de 100mg/l de cloro livre, assim como a dureza total em torno de 100ppm d carbonato de cálcio (CaCO3);
  • Em tubulação galvanizada, recomenda-se limitar em 55°C a temperatura da água distribuída em regime constante e em 70°C em regime intermitente;
  • Quando forem utilizar revestimentos térmicos isolantes, é importante se certificar que embora ofereçam adequada isolação, estes não venham a possuir características agressivas à tubulação (podem provocar corrosão);
  • No meio envolvente aos tubos devem ser utilizados materiais com Ph (índice de acidez) em torno de 12,5, contendo baixos teores de cloretos e sulfatos;
  • No caso de utilização de argamassa como meio envolvente aos tubos, indicamos como referencia as seguintes normas:
    • DIN1164 (Cimento)
    • ABNT NBR 6118 (Projeto de estruturas de concreto — Procedimento)
    • ABNT NBR 7211 (Agregados para concreto - Especificação)
    • Levando em consideração os traços comuns de argamassa, recomendamos que a mesma possua um teor máximo de 0,001% de cloretos e Ph entre 12,5 e 13.
  • Na indústria, em laboratórios ou em lugares onde a atmosfera contenha elevado teor de poluentes agressivos ao aço carbono (preto ou galvanizado), não é conveniente a utilização de tubos sem um meio envolvente isolante como: argamassa, tinta, verniz, etc;
  • Especificamente em relação à tubulação galvanizada, evite a formação do chamado par galvânico/contato galvânico (cobre x aço galvanizado). Mesmo em meios não agressivos, o primeiro elemento pode ter condições de romper a apassivação do segundo e deste modo proporcionar uma intensa corrosão. Se não for possível evitar, tomando como referência o sentido do fluxo do líquido, procure utilizar materiais catódicos (cobre) após os anódicos (galvanizado).
  • A utilização de substâncias ácidas ou básicas (ácido muriático, soda cáustica, etc.) em limpeza de obra, por exemplo, só pode ser feita após o total envolvimento do tubo por um meio apassivador. Mesmo assim recomenda-se bastante atenção com relação a possíveis falhas no revestimento envolvente, a fim de evitar que os produtos de limpeza entrem em contato com o tubo. No caso utilização desses produtos ou de outros, cujo Ph se apresenta na faixa que vem a comprometer a integridade da tubulação (preta ou galvanizada), mesmo após o seu envolvimento por um meio protetor/isolante, não se deve escoar os resíduos da limpeza pela tubulação.
  • Evite instalações enterradas – Veja "RECOMENDAÇÕES ESPECÍFICAS PARA INSTALAÇÕES ENTERRADAS"