Recomendações para instalação de tubos enterrados | Tubos Apolo

Recomendações para Instalações de Tubos Enterrados

RECOMENDAÇÕES PARA INSTALAÇÕES ENTERRADAS.

Referência: Norma NBR 9256 – Montagem de tubos e conexões galvanizados para instalações de água fria.

Item 4.3 - Deve ser evitado o envolvimento do tubo com materiais heterogêneos permeáveis a umidade ou infiltrações de água, e o contato íntimo do tubo com outros materiais metálicos para impedir a formação de diferenças de potencial causadores de corrosão.

Item 4.4 - Os tubos não devem ser instalados em pisos de banheiro, cozinhas e compartimentos semelhantes, para evitar que infiltrações de detergentes ou outros materiais de limpeza ataquem o revestimento da tubulação.

Item 4.5 - Todos os tubos enterrados em jardins ou aplicados em locais úmidos devem ser obrigatoriamente protegidos com tinta betuminosa e/ou com fita plástica de polietileno ou polivinil, ou outros materiais e produtos que de modo semelhante assegurem a mesma proteção

Item 4.6 -É absolutamente vedado o aterramento de qualquer aparelho elétrico nas tubulações galvanizadas, por segurança e a fim de evitar conduções prejudiciais as suas partes constituintes.

Referência: NBR 14570 – Instalações internas para uso alternativo dos gases GN e GLP – Projeto e execução

Item 4.3.3 As tubulações embutidas ou enterradas devem:

  • a) Ter um afastamento mínimo de 0,30 m de condutores de eletricidade se forem protegidos por eletrodutos, e 0,50 m nos casos contrários;
  • b) Ter um afastamento das demais tubulações suficiente para ser realizada manutenção nos mesmos;
  • c) Ter um afastamento, no mínimo, de 2 m de pára-raios e seus respectivos pontos de aterramento ou conforme a NBR 5419;
  • d) Ser envoltas em revestimento maciço, quando embutidas em parede.

NBR 14570 - Item 4.4 Instalação da tubulação – Rede de distribuição interna

Item 4.4.1 - A rede de distribuição interna pode ser embutida ou aparente, devendo receber o adequado tratamento para proteção superficial externa (quando necessário).

Anexo E (informativo) Cuidados com a tubulação

E.1 Os materiais metálicos utilizados para conduzir gás combustível especificado nesta norma, podem sofrer corrosão (tendência natural dos materiais voltarem ao seu estado encontrado na natureza desprendendo energia), e por este motivo devem ser instalados adequadamente para minimizar este fenômeno.

E.2 Pra minimizar os efeitos da corrosão deve-se levar em consideração se a tubulação está:

  • enterrada em solo ou em áreas molhadas da edificação: revesti-la adequadamente com um material que garanta a sua integridade tais como: revestimento asfáltico, revestimento plástico, com fitas, pintura epoxi, ou realizar um sistema de proteção catódica à rede (este processo exige o conhecimento de um especialista).
  • aparente: deve-se analisar as condições atmosféricas e ambientais locais para definir a proteção necessária, podendo-se utilizar até mesmo a proteção aplicada em tubulações enterradas ou pintura. O acabamento, independente do tipo de proteção anticorrosiva que seja utilizada, deve estar de acordo com 4.5 desta norma

Item 4.5 - Identificação: Toda tubulação aparente deve ser pintada na cor amarela conforme padrão 5Y8/12 do sistema Munsell

Referência: NBR 5626 – Instalação predial de água fria.

Item 4.2 Proteção contra corrosão ou degradação.

Item 4.2.1 - A corrosão dos materiais metálicos e a degradação dos materiais plásticos são fenômenos particularmente importantes a serem considerados, desde a fase de escolha de componentes até a fase de utilização da instalação predial de água fria. São fenômenos complexos para os quais contribuem fatores de diversas naturezas. O anexo D trata do tema apresentando considerações, parâmetros e correlações que traduzem o estágio do conhecimento atual do assunto.

Item 4.2.2 - As inalações prediais de água fria devem ser protegidas, executadas e usadas de modo a evitar ou minimizar problemas de corrosão ou degradação. Para tanto, devem ser observadas pelo menos as recomendações do anexo D.

Item 5.2.4 - Nenhuma tubulação deve ser instalada enterrada em solos contaminados. Na impossibilidade de atendimento, medidas eficazes de proteção devem ser adotadas.

Item 5.4.2.6 - Nenhuma tubulação suscetível à deterioração, quando em contato em contato com determinada substância, pode ser instalada em local onde tal substância possa estar presente, a menos que sejam tomadas medidas para evitar o contato dessas substâncias com a tubulação.

NBR 5626 - Item 5.6.3 Tubulação instalada dentro de paredes ou pisos.

Item 5.6.3.1 - A instalação de tubulações no interior de paredes ou pisos (tubulação recoberta ou embutida) deve considerar duas questões básicas: a manutenção e a movimentação das tubulações em relação às paredes ou aos pisos. No que se refere à movimentação em especial, há que se preservar a integridade física e funcional das tubulações frente aos deslocamentos previstos nas paredes ou pisos.

Item 5.6.5 - Tubulações enterradas – A tubulação enterrada deve resistir à ação dos esforços solicitantes resultantes de cargas de tráfego, bem como ser protegida contra corrosão e ser instalada de modo a evitar deformações prejudiciais decorrentes de recalques do solo. Quando houver piso ao nível da superfície do solo, recomenda-se que a tubulação enterrada seja instalada em duto, para garantir acessibilidade à manutenção.

Item 5.6.5.2 - Em solos moles, sujeitos a recalques, ou em terrenos de características diferenciadas, devem ser projetados berços especiais de assentamento, levando em consideração as solicitações a que estará submetida à tubulação em função dos esforços aplicados na superfície do terreno.

Item 5.6.6.3 - Admite-se a instalação de tubulação no interior de parede de alvenaria estrutural, desde que seja tubulação recoberta em duto especialmente projetado para tal fim. Neste caso, o projeto da estrutura do edifício deve contemplar, como parte integrante deste a solução adotada para a instalação predial de água fria.

Item 6.2.3.4 - No caso de tubulações enterradas, quando as condições previstas forem desfavoráveis, propícias à corrosão, a tubulação deve receber pintura com tinta betuminosa ou outro tipo de proteção antioxidante (ver anexo D).

NBR 5626 - Anexo D (normativo) – Corrosão, envelhecimento e degradação de tubulações empregadas nas instalações prediais de água fria.

D.1 generalidades - A corrosão, envelhecimento e degradação são fenômenos que merecem particular atenção em vista as consequências que acarretam nas instalações prediais de água fria. Esses fenômenos são extremamente complexos, devido à quantidade de fatores que influenciam para que eles ocorram. A durabilidade dos materiais depende, fundamentalmente, da natureza do meio e das condições a que ficam expostas as instalações, sendo, portanto de difícil previsão.

D2.5 Tubulações galvanizadasEm tubos de aço-carbono zincados (galvanizados), a camada de zinco evita, em larga extensão, a ocorrência de corrosão. Para o bom desempenho deste material em instalações prediais de água fria, deve-se levar em conta as seguintes recomendações:

  • Deve-se levar em conta o meio em que os tubos são instalados e, quando necessário, prever algum tipo de proteção contra corrosão externa dos tubos. Em tubulações embutidas, recomenda-se que a tubulação seja instalada de modo a ficar em contato com o material homogêneo, de preferência alcalino, como, por exemplo, o material propiciado pela argamassa, desde que apresentem baixos teores de cloretos, frequentes nos aditivos de pega e endurecimento;
  • As tubulações enterradas devem ser protegidas para que os solos contendo agentes agressivos não provoquem corrosão externa do aço galvanizado. Para proteção, as tubulações podem ser colocadas em caneletas de concreto, pintadas com material betuminoso ou sofrer outros tipos de proteção.

Além de todos os requisitos normativos explicitados acima é muito importante também atentarmos para as seguintes recomendações:

  • Se o tubo tiver que ser revestido ou isolado, devem-se tomar precauções quanto aos produtos utilizados que, embora ofereçam a isolação adequada, possam ser agressivos ao tubo;
  • No caso de utilização de argamassa como meio envolvente a tubulação, temos como referencia as normas DIN 1164 (cimento), NBR 6118 (Projeto e execução de obras de concreto armado e NBR 7211 (Agregado para concreto) e levando-se em consideração os traços comuns de argamassa, recomenda-se que a mesma possua um teor de 0,001% máximo de cloretos e PH entre 12,5 e 13•);
  • Na indústria, em laboratórios, em regiões com atmosfera marinha ou outras que contenham elevado teor de poluentes e elementos agressivos a tubulação, não é conveniente a utilização dos tubos sem um meio envolvente adequado, como argamassas, tintas, vernizes etc. e sempre atentando para o controle do grau de agressividade deste meio envolvente;
  • No meio envolvente aos tubos deve sempre ser utilizado materiais com PH em torno de 12,5 e com baixos teores de cloretos e sulfatos.